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Por Luiza Rossi e Flavia Kassinoff

Quando os filmes começaram a ter áudio, um grande problema enfrentado eram as diferentes línguas do mundo todo. Para resolver isso, em 1927, produtores americanos do filme The Jazz Singer – O cantor de Jazz resolveram gavar duas versões do mesmo filme, uma em inglês e a outra em francês. No entanto, além da ideia ser cara, a cópia em francês não ficou tão boa quanto a original e não fez tanto sucesso. A partir de então, foram sendo pensadas outras formas de integrar o mundo todo em um filme. Foi assim que surgiu a dublagem, em 1929, com o filme Luzes de Nova York. 

No Brasil, o primeiro filme dublado foi A Branca de neve e os sete anões, em 1938, a pedido do próprio Walt Disney, nos estúdios CineLab no Rio de Janeiro. A estrutura profissional para dublagem no Brasil era muito precária nessa época, então as falas do filme tiveram que ser gravadas nos estúdios da rádio Nacional e resincronizadas em Los Angeles para depois serem mandadas de volta ao país. Esse mesmo estúdio dublou filmes posteriores da Disney, como Dumbo, Pinóquio e Bambi.

Hoje, as versões brasileiras são considerados a segunda melhor dublagem do mundo, perdendo apenas para o Japão. O mercado de dublagem também vem crescendo. Nos anos noventa, apenas uma média de dois filmes por ano eram dublados pra cinema, contra cerca de 60 filmes hoje em dia.

Durante muitos anos, os filmes foram gravados com todos os dubladores dentro do estúdio ao mesmo tempo. Havia apenas um canal para captar o áudio, obrigando todos os profissionais a ficarem em uma bancada e trocarem de lugar conforme sua vez chgava. “Era muito complicado. Um chegava pra frente, o outro tinha que ir pra trás… E tudo sem fazer barulho e olhando no texto e encaixando na boca. Se uma pessoa errava era condenada, porque todo mundo tinha que fazer tudo de novo.”, explica Wendel Bezerra, o dublador do famoso personagem da Nickelodeon, Bob Esponja.

Orlando Drummond está no livro dos recordes como dublador a ficar mais tempo com o mesmo personagem. Há mais de 30 anos, Orlando é a voz do cachorro Scooby Doo. “Eu estava na minha lua de mel e na frente de uma leiteria atrás do meu apartamento havia vários gatos que não paravam com uma barulheira danada. Aí eu cheguei na janela onde estavam os gatos e comecei a latir. E daí nasceu a voz do Scooby Doo”, conta o dublador.

A Herbert Richers é a maior empresa de dublagem da América Latina. Nascido no interior de São Paulo, Herbert Richers fundou, em 1950 no Rio de Janeiro, uma empresa de destribuição de filmes, que mais tarde se tornou um estúdio de dublagem e cresceu até se tornar o que é hoje. Afinal, difícil encontrar alguém que nunca ouviu a famosa frase  “Versão Brasileira, Herbert Richers”

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