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Por Natacha Mazzaro

       Já não bastasse os efeitos da TPM que todas as mulheres sofrem após a primeira menstruação depois dos 40 e poucos anos vem o outro desafio: lidar com a menopausa. Mulheres com calores intermináveis, variações absurdas de humor, problemas com a pele seca, o corpo se modifica e fica mais flácido, remédios para reposição hormonal de lá, cápsulas de cálcio daqui, mudança da alimentação… são inúmeras as consequências dessa fase que muitas mulheres passam e temem passar. Mas calma, não é tão ruim assim se for acompanhado juntamente com um ginecologista desde o início e lógico, estar ciente de que seu corpo vai sofrer com os danos da perda hormonal.

"Em média, as mulheres entram para essa fase entre os 48 à 52 anos. " (reprodução

“Em média, as mulheres entram para essa fase entre os 48 à 52 anos. ” (reprodução)

Em média, as mulheres entram para essa fase entre os 48 à 52 anos. Designa o período fisiológico que se caracteriza pelo encerramento dos ciclos menstruais e ovulatórios. Essa fase é popularmente conhecida como menopausa, porém na verdade esse é o nome que se dá a última menstruação da mulher. O período mais longo, que pode durar anos e marca a passagem da fase reprodutiva para a não reprodutiva, chama-se climatério. Para a médica ginecologista, Elisabete Simão, “a duração varia de pessoa para pessoa. Os principais sintoma são: o fogacho (ondas de calor subitamente), atrofia genital (que se instala gradativamente), o envelhecimento e um importante, mas com sequelas tardias, que é a osteoporose”.

"As súbitas ondas de calor são os mais típicos, presentes em 60% a 75% das mulheres" (reprodução)

“As súbitas ondas de calor são os mais típicos, presentes em 60% a 75% das mulheres” (reprodução)

De cada quatro mulheres, pelo menos três experimentam os sintomas desagradáveis da menopausa. As súbitas ondas de calor são os mais típicos, presentes em 60% a 75% das mulheres, duram em média cinco minutos e podem repetir-se diversas vezes por dia. Surgem inesperadamente como crises de calor sufocante no tórax, pescoço e face, acompanhada de rubor no rosto, sudorese, palpitações e ansiedade. A falta de estrogênio resseca e torna a pele fina, enrugada, menos elástica e as unhas frágeis. Os pelos pubianos e axilares se tornam mais ralos. As células das glândulas mamárias se hipotrofiam com a falta de estrogênio e da progesterona, por isso as mamas se tornam mais flácidas, pois o espaço deixado é substituído por um tecido gorduroso.

        A partir do início da menopausa, a massa óssea é reduzida entre 1% à 4% a cada ano que passa, e é mais sentida nas vértebras e nas extremidades dos ossos longos. Mulheres de raça branca ou amarela, baixa estatura, peso corpóreo baixo e com histórico famíliar de osteoporose são mais suscetíveis. A queda dos níveis dos hormônios sexuais altera o revestimento da vagina, da uretra e das fibras do tecido conjuntivo, podendo surgir incontinência urinárias, ardência à micção, facilidade para adquirir infecções urinárias e corrimentos. Além de também levar às mulheres a quadros depressivos, dificuldade de memorização, irritabilidade, melancolia, humor flutuante, crises de choro, devido a menor produção de estrogênio que modifica os níveis de dopamina, noradrenalina e serotonina em certas áreas do sistema nervoso. A médica Elisabete reforça: “geralmente levam a sintomas de depressão, ansiedade e algumas vezes de forte intensidade, necessitando de antidepressivo”.

Tratamento

     Elisabete explica que o tratamento realmente efetivo é a reposição hormonal, que vai prevenir principalmente a osteoporose, a atrofia vaginal (prevenindo também infecções urinária de repetição e incontinência urinárias na paciente idosa). “Alguns estudos hoje consideram também como prevenção do Alzheimer e levando tudo isso a uma melhor qualidade de vida, visto que as pacientes nessa idade estão em plena atividade profissional”. Porém, a TH (terapia de reposição hormonal) tem algumas contraindicações, nesse caso temos como alternativa o uso de fitoterápicos e outros tratamentos sintomáticos.

      “Existem várias vias de reposição hormonal que a indicação varia conforme deseja-se. Por exemplo, se a paciente tem colesterol alto opta-se pela via oral, se a paciente tem comprometimento de microcirculação discreta (varizes) ou intolerância gástrica  opta-se pela via transdérmica. Entre outras vaginal, intramuscular. A própria menopausa muda a posição de gordura de um aspecto ginecoide para androide, aumentando a circunferência abdominal, sendo que na verdade a TH mantém uma gordura mais feminina.  Em relação ao câncer, o principal é o de mama. Acredita-se que na mulher sem útero que não necessita de progesterona, o risco para o câncer de mama é menor. E que esse poderia aumentar com o uso acima de 8 anos. Por isso, nas pacientes com antecedente familiar de câncer de mama de primeiro grau, evita-se o uso e contra indica-se na paciente com câncer de mama”.

A prática de atividades físicas pode auxiliar no controle dos sintomas da menopausa (reprodução)

A prática de atividades físicas pode auxiliar no controle dos sintomas da menopausa (reprodução)

A prática de esportes torna-se essencial também, principalmente para a prevenção de osteoporose, na diminuição de obesidade e consequentemente do colesterol. Além dos exercícios físicos e do tratamento de reposição hormonal, uma alimentação equilibrada também é essencial para o controle dos hormônios. O consumo de aveia, pão, massa, cereais interais, banana, abacate, verduras de folhas verdes, castanha-do-pará, chocolate amargo, inhame, carnes, lentilha, óleo de nozes e de sementes, alimentos ricos em ômega 3 e fibras protegem contra doenças cardíacas e mantêm a saúde do intestino e aliviam as ondas de calor.

Menopausa pré-matura

        A menopausa pré-matura (ou falência dos ovários) são as menopausas que ocorrem em idades inferiores à 40 anos. Ela pode ocorrer principalmente quando as mulheres sofreram algum tipo de câncer ou outra doença que houve o uso de quimioterapia. “O principal é uma falência de ovário, mas pode ser dada também por medicamentos, como por exemplo, na quimioterapia para câncer de mama, onde se procura obter a menopausa química. Podem acontecer em muitas outras patologias, que devem ser pesquisadas para a obtenção de um diagnóstico”, explica Elisabete. A menopausa prematura é diagnosticada medindo-se os níveis de FSH (hormônio folículo estimulante) e do LH (hormônio luteinizante), os níveis desses hormônios serão mais altos se a menopausa ocorre.

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