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Por Maria Augusta Valente

Aconteceu em São Paulo a 5ª edição da Downhill Skate Party, um evento que reúne skatistas da capital paulista e arredores. O evento surgiu através dos amigos Filipe Mariano e Marcelo Bassi, em 2011 e sem grandes pretensões decidiram reunir os amigos para andar de skate, e hoje através de divulgações pela internet, no Facebook e pelo sucesso que o evento ganhou em edições passadas, recebeu apoio de grandes patrocinadores como Red Bull, New Era, Globe, Lost, além de bandas que animaram o evento o dia inteiro. A prefeitura de Santana do Parnaíba, Alphaville também apoiou para que 5ª edição do evento fosse possível, com todas as estruturas necessárias para receber as quase 3.000 pessoas que estavam confirmadas, entre eles, crianças, jovens, adultos, meninas, meninos… Um ambiente que surpreendentemente se mostrou para todos, sem qualquer preconceito existente.

A ladeira da casquinha ou Hawaii, como é conhecida em Alphaville se tornou palco de um verdadeiro playground para o público que compareceu ao evento. Com diversos obstáculos e apenas com o intuito de criar um ambiente agradável para os skatistas se encontrarem e fazer uma “free session” como é chamado, não havendo competições entre os participantes, e incentivando a prática consciente do esporte, com o uso de todos os equipamentos necessários para curtir o evento sem prejuízos. O evento também contou com doações do público, de alimentos não perecíveis para o Grupo Assistencial Sem Fronteiras e assim os participantes concorriam aos brindes do evento.

Reprodução:Downhill SkateParty Dsp

Reprodução:Downhill SkateParty Dsp

Os praticantes do esporte radical surgiram na Califórnia nos anos 60, quando surfistas trouxeram as pranchas para o asfalto, com o intuito de maior divertimento na época de maré baixa, adaptaram a maneira de surfar, e com o passar dos anos o skate foi se modificando. Em 1965 foram fabricados os primeiros skates industrialmente e assim começaram as primeiras competições. Diversas modalidades foram surgindo, como o street (skate de rua, com a utilização da arquitetura das cidades, usadas como obstáculo), free style (apresentação de várias manobras em sequência, geralmente no chão), vertical (teve origem a partir de um racionamento de água que aconteceu nos EUA nos anos 70, onde diversas piscinas foram esvaziadas e skatistas usaram como pista, a modalidade se desenvolveu e se tornou uma das mais praticadas para competições devido ao seu nível de dificuldade) e Downhill Slide (o atleta desce uma ladeira fazendo manobras em alta velocidade, praticado com maior frequência pelos adeptos do longboard – um skate maior, muito mais parecido com uma prancha de surf, já que é mais longo, seu material é bem diferenciado do skate comum e não possui impacto).

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Reprodução: Downhill SkateParty Dsp

Assim, como se desenvolveu nos EUA, no Brasil não foi apenas uma onda passageira, chegou em 65 para a prática de lazer entre os jovens meninos e em 74 foi realizada o primeiro Campeonato Brasileiro de Skate.  Porém só apenas nos anos 90 que o skate explodiu no país, o número de adeptos cresceu vertiginosamente e hoje é considerada a segunda maior potência no skate mundial, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Reprodução: Downhill SkateParty Dsp

Reprodução: Downhill SkateParty Dsp

Entretanto, ao longo dos últimos 20 anos, os jovens skatistas brasileiros sofreram para poder praticar o esporte que se tornou febre principalmente entre os adolescentes. O esporte demorou a se desenvolver e enfrentou diversas represálias, como a proibição do esporte no Parque do Ibirapuera na Ladeira da Preguiça que era uma das mais famosas em São Paulo e depois nas ruas da cidade pelo até então prefeito Jânio Quadros, sendo apenas liberada na gestão da prefeita Luísa Erundina. Além da falta de estrutura e incentivo para a prática do esporte e, associação do esporte a marginalidade.

O skate só passou a ser valorizado no Brasil, quando foram surgindo atletas que investiram na carreira, se profissionalizaram e mostraram que o Brasil também tinha o talento para a prática, assim se desvinculando da imagem de marginais. É possível ver no documentário “Vida Sobre Rodas” a trajetória completa do skate no Brasil, assim como os grandes campeões brasileiros como Lincoln Ueda e Sandro Dias (Mineirinho).

Hoje, o investimento no esporte é muito maior, além de crescer cada vez mais entre os jovens, tanto meninos como meninas, que visivelmente nos últimos três anos vêm ganhando espaço no mundo do skate, personalizando cada vez mais e se tornando uma tendência até no mundo da moda. O skate e principalmente o longboard se tornaram febre e bombam cada vez mais na internet com vídeos e séries a fim de interagir com o público que curte esse esporte que se revoluciona cada vez que algum praticante se diverte  criando novas manobras.

Como podemos ver neste vídeo, em que um grupo de garotas brasileiras, percorre o Brasil em busca de novos picos para a prática do esporte. 

E neste, onde um grupo de garotas de Madrid, Espanha, se reuniu para um roadtrip em seus longboards e se denominaram “LongBoard Girls Crew” . 

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