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Por: Júlia Paolieri

A cada ano, milhões de jovens se preparam e prestam vestibular para universidades em todas as partes do país, e quando passam, por mais longe de casa que seja, muitos não hesitam em fazer as malas e abraçar a nova cidade e rotina.

A decisão da estudante Luiza Laude, 18 anos, foi mais ou menos assim, mas com um detalhe diferente: ela decidiu que cursaria uma faculdade no exterior: “sempre tive a ideia de sair do país por um tempo pra aprender não só o idioma, mas também, para poder viver tal experiência. Dar continuidade aos estudos com um ensino superior fora do país me pareceu uma boa ideia”, explica a estudante que irá para Los Angeles no ano que vem cursar Design de Interiores.

Assim como Luiza, não são poucos os jovens que anseiam por uma chance em uma universidade no exterior. E há diferentes maneiras de conseguir essa experiência.

Um dos caminhos é através do TOEFL, um exame exigido por algumas universidades de fora, como uma forma de avaliar o potencial de falar e entender o inglês em nível acadêmico, mas a maioria das instituições estrangeiras utiliza o SAT (Scholastic Assessment Test), exame referência na criação do ENEM aqui no Brasil, como um dos critérios de ingresso do estudante.

O SAT é aplicado sete vezes ao ano nos Estados Unidos e seis vezes no exterior, e uma boa pontuação pode garantir vaga em universidades como a MIT (Massachusetts Institute of Technology) e a Universidade de Yale, por exemplo.

O brasileiro Gustavo Haddad Braga prestou o SAT no começo do ano de 2012, e recebeu a confirmação de sua aprovação em duas das maiores universidades dos Estados Unidos: Harvard e MIT. Hoje em Cambridge, o estudante está cursando o instituto de tecnologia.

Entretanto, alguns obstáculos podem atrapalhar o sonho de estudantes de cursar universidade no exterior. Um deles é o custo econômico, tanto da instituição, caso ela não seja pública, quanto da moradia, alimentação e transporte.

Os valores variam muito dependendo sempre do curso, instituição, cidade e local da moradia, e para Luiza cuja Universidade fica no centro de LA, “a instituição não oferece moradia para seus estudantes; os interessados em morar perto da escola devem estar preparados para desembolsar em torno de U$4,000 mensais”, explica ela que optou por morar em uma casa de família nos primeiros meses e investirá U$28mil anualmente no curso que tem duração de dois anos.

Harvard: O Brasil é um dos países da América Latina que mais possui alunos na Universidade, são 85 estudantes

Outro empecilho, conforme explica a gerente de uma das unidades da agência de viagem CI (Central de Intercâmbio), á a dificuldade de “as universidades do exterior reconhecerem o que o aluno cursou em uma universidade brasileira, e principalmente o contrário, ou seja, universidades daqui do Brasil reconhecerem o que foi cursado no exterior”.

Em decorrência dessa dificuldade, há muitos casos de brasileiros que cursaram universidade fora do país, mas que não conseguem ter seus diplomas reconhecidos pelo MEC em território brasileiro.

Além de diferentes formas de admissão, há também diferentes cursos através dos quais os estudantes podem experienciar o estudo universitário fora do país, mesmo que não seja para cursar todos os semestres fora. Não é necessário ser admitido em uma universidade estrangeira para viver essa experiência, é possível ao estudante universitário matriculado em uma instituição brasileira que passe algum tempo estudando em instituições no exterior.

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, por exemplo, dispõe de uma Divisão de Cooperação Internacional, com uma Assessoria de Relações Institucionais e Internacionais (ARII), a qual “oferece apoio à comunidade universitária para o desenvolvimento de atividades internacionais, como suporte para formalização de acordos de cooperação com instituições estrangeiras”.

O intercâmbio de graduação com o apoio do ARII tem duração de 1 semestre acadêmico, mas dependendo da coordenação do curso e da aprovação da universidade estrangeira, há a possibilidade de extensão da duração do intercâmbio para mais um semestre.

Apesar de todas as dificuldades que um estudante possa encontrar, estudar no exterior é sempre algo que só tem a acrescentar tanto pessoal quanto profissionalmente. Se a vontade é passar apenas algum tempo em uma instituição estrangeira, ou se formar e começar um trabalho no exterior, maneiras não faltam para alcançar aquilo que está além das fronteiras territoriais.

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