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Por Mariana Stocco e Maria Augusta Valente

O hábito de comer fast-foods ajuda no aumento do índice de obesidade

Há 40 anos, o Brasil se preocupava em erradicar a desnutrição, hoje a obesidade é um dos maiores desafios que o país enfrenta nesse setor, passando pela obesidade infantil até a obesidade adulta. Tal fato pode ser explicado principalmente pelas mudanças socioeconômicas que o brasileiro vem sofrendo.

A busca por maior praticidade e rapidez no cotidiano fez com que os hábitos alimentares da população alterassem. Alimentos tradicionais como arroz, feijão, hortaliças não fazem mais parte da rotina do brasileiro, cedendo lugar a alimentos e bebidas industrializados, muito mais calóricos e menos nutritivos, além dos fast-foods encontrados em qualquer lugar nos centros urbanos do país. A psiquiatra Ana Paula Carvalho, explica que o fácil acesso a esse tipo de comida também influencia a obesidade, além de que essa junkfood como é chamada nos EUA, gera uma sensação de conforto quando ingerido, o acúmulo de gorda na região abdominal traz ao corpo uma sensação ao corpo, que diminui o stress sofrido ao longo do dia. ‘“Comer virou algo para aliviar a dor.” diz Ana Paula.  Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada 12 pessoas no mundo sofre com problemas relacionados à obesidade, como doenças cardíacas ou câncer.

 

Obesidade Infantil e a Epidemia do séculoXXI

Neste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou o aumento percentual de pessoas em excesso de peso e obesas no Brasil. Atualmente o País possui mais de 65 milhões de pessoas, 40% da população, em excesso de peso, enquanto 10 milhões são considerados obesos. Números que concluem que o Brasil sofre uma epidemia, principalmente em relação à obesidade infantil, onde o IBGE registrou que um terço das crianças entre cinco e nove anos está acima do peso.Três em cada 10 crianças em idade escolar são obesas. (dados do Ministério da Saúde). O número de crianças com problemas com a balança vem aumentando – e isso  não é muito difícil de perceber. Os últimos dados divulgados pelo IBGE, de 2009, mostram que, entre 5 e 9 anos, 16,6% das meninas e 11,8% dos meninos estão obesos. Em 1989, a estatística era de 4,1% para os meninos e 2,4% para as meninas nessa faixa etária. Um novo estudo agora reforçou o impacto da obesidade no futuro da criança. Cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, constatou que crianças obesas e com sobrepeso têm um risco de 30% a 40% maior de sofrerem infarto, na vida adulta, do que aquelas que têm peso normal.

Um estudo publicado recentemente na revista norte-americana Pediatrics sugere que o stress dos pais é um importante fator de risco para a obesidade entre os filhos. A pesquisa, desenvolvida no Hospital Infantil da Filadélfia, nos Estados Unidos, ainda mostrou que o stress entre esses adultos pode aumentar o consumo de fast-food entre as crianças, comportamento que está associado a um maior risco de diversas doenças, entre elas a hipertensão e a síndrome metabólica.  O stress entre os pais, no entanto, não afetou outros comportamentos associados ao sobrepeso, como a baixa ingestão de frutas e vegetais ou o sedentarismo. A endocrinologista Ana Li,que participou de uma palestra na rede de academias Companhia Atlética, também parte deste estudo, onde o stress, ansiedade e depressão que são distúrbios cada vez mais frequentes na sociedade em que vivemos, que influenciam para uma pessoa vir a se tornar obesa.

O sedentarismo

Para agravar a situação, o brasileiro tem cada vez menos praticado exercícios físicos, o que contribui para uma má qualidade de vida e de saúde, contribuindo ainda mais para o possível quadro de obesidade. Além disso, aqueles que já estão com excesso de peso e/ou são obesos sofrem para frequentar uma academia e praticar exercícios. É o que diz o preparador físico Régis Costa, da academia Companhia Atlética,que acredita que a procura de obesos para se exercitar ainda é pouca, uma vez que ao aceitarem a doença crônica que possuem, não enfrentam apenas o fato de precisar superar a doença, mas sim os preconceitos existentes no meio social e falta de autoestima para conviver ao redor de pessoas muito diferentes da situação que se encontra. Quanto aos exercícios que devem ser praticados por pessoas obesas Régis sugere: “Se for uma pessoa com sobrepeso muito grande, aonde ela vá se machucar na esteira, a gente começa pela musculação ou com atividades com um impacto menor, como hidroginástica. Atividades aeróbicas e musculação, para reduzir o percentual de massa gorda”.

O preparador físico Régis Costa afirma que os obesos não frenquetam a academia por sentirem vergonha

O preparador acredita também que para solucionar o problema de obesidade infantil, a presença dos pais para incentivar à prática de atividades físicas é essencial, atividades que deem prazer para a criança, além da alimentação saudável, regulando o consumo de alimentos como fast foods, tão presentes e incentivados ao consumo pela mídia atualmente.

Com isso, Régis conclui que a melhor forma de prevenir a obesidade é através da alimentação saudável e a prática de atividades físicas regulares. É imprescindível que a sociedade muda seus hábitos alimentares e que criançassejam acostumadas desde cedo a possuírem uma alimentação saudável. Uma vez que a obesidade pode levar a outras doenças, como pressão alta, diabetes, problemas nas articulações, dificuldade respiratória, depressão, pedra na vesícula e até algumas formas de câncer. E ressalta que para o tratamento da obesidade, os medicamentos existentes para a redução de peso, cirurgias, entre outros métodos são eficazes temporariamente, uma vez que prejudicam o sistema nervoso das pessoas e não são métodos de cura para uma doença gradativa que vem afetando cada vez mais e mais as pessoas pelo mundo. 

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