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All Light Gourmet

Por Gislene Yura

Hoje em dia, com a correria da rotina nas grandes cidades, o trânsito e o custo de vida elevado, cada vez mais pessoas aderem a um costume antes só relacionado a boias-frias ou operários de obras: o de levar marmita de casa para o trabalho. A falta de tempo e o preço alto nos restaurantes estão impulsionando esse tipo de hábito. Não importa se rico ou pobre, o fato de se levar comida de casa para o trabalho pode ser econômico e saudável para qualquer um.

É saudável, mas se não for bem orientado, pode causar problemas à saúde. Encher demais a marmita não é bom, assim como não fazer um combinado de uma dieta saudável. O ideal é uma marmita balanceada, com nutrientes imprescindíveis e necessários ao organismo: proteínas, carboidratos, legumes e verduras.

Pirâmide Nutricional
Pirâmide Alimentar Brasileira, de acordo com as Resoluções RDC 359 e 360, de 26 de dezembro de 2003, da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Cada organismo precisa de determinados nutrientes de acordo com seu metabolismo e do trabalho que exerce. De modo que um pedreiro de obra necessita de uma comida diferente da de uma pessoa que trabalha num escritório.

Cardápios ideais

A nutricionista Roseli Rossi elaborou 3 exemplos de marmitas de acordo com o tipo de trabalho que a pessoa exerce:

Trabalhador escritório

  • 1 prato de sobremesa de vegetais coloridos crus;
  • 1 pires de chá de legumes ou verduras cozidas;
  • 1 porção média de proteína/ 150g (carnes magras: assadas, grelhadas ou cozidas);
  • 1 porção de carboidratos (1 batata cozida,3 c. sopa de arroz integral, 2 pegadores de macarrão integral);
  • 1 porção de leguminosas (1 concha pequena de feijão, lentilha, ervilha, grão de bico).
  • 1 fruta de sobremesa;
  • Os alimentos e preparações têm que ser de fácil digestão e consumidos em quantidades adequadas individualmente para fornecer a energia necessária, sem o risco de serem estocadas na forma de gordura.  Sem excessos e com estas opções diminui-se o sono pós pandrial, o que é vantajoso para quem trabalha dentro de um escritório.
  • Evitar tomar líquidos para digestão ser mais rápida.
  • Exemplo: uma salada de agrião e alface, tomate e cenoura com arroz com lentilha e picadinho de frango com vagem. 1 mexerica.

Trabalhador braçal

  • Por ter um gasto calórico muito alto é importante compor sua marmita com uma quantidade quase que 2 x mais que o padrão para um homem adulto saudável.
  • Deve ser composta também com todos os grupos alimentares para ter equilíbrio nutricional, mas com opções que sustam mais por mais tempo.
  • Como por exemplo: folhas e vegetais crus, mas mais legumes (cenoura, beterraba, berinjela, brócolis cozidos/refogados), arroz + batata ou mandioca ou farofa de milho ou macarrão, 2 porções ou mais de proteínas (a carne vermelha pode ser consumida com mais freqüência) ou ovo + carne , sempre 1 a 2 porções de feijão . O azeite e o óleo para cozimento (canola) também podem representar boas fontes de energéticas. A fruta e um doce (às vezes) também podem complementar este almoço.
  • Exemplo: salada de alface, pepino, beterraba e ovo cozido, arroz integral com feijão, mandioca cozida, picadinho de carne com abóbora. 1 laranja e 1 doce de banana.

Quem trabalha na rua 

  • Estas pessoas devem comer de forma mais fracionada, porém em menores volumes primeiro pela própria falta de tempo, e também para diminuir a ansiedade e o desgaste físico e mental decorrente do estresse.
  • É importante alternar ou combinar carboidratos com proteínas ou gorduras boas, como por exemplo:
  • Torrada integral com queijo polenguinho;
  • Tomate cerejinha e cenoura baby com peito peru e castanhas;
  • Barra de cereais com iogurte 0% gordura;
  • Frutas naturais ou desidratadas com nozes ou amêndoas;
  • Sanduíche natural de atum ou frango ou ricota;
  • Batata cozida com ovo de codorna;
  • Chocolate amargo.

Importante também é a conservação, manutenção e consumo do alimento. Para não acontecer de o alimento estragar, a conservação em geladeira ou embalagens térmicas e o aquecimento do alimento antes do consumo são necessários.

Vanessa Sobral, 29, radialista, é um exemplo clássico de marmiteira. Ela, que é vegetariana há 10 anos, não abre mão de trazer a comida de casa. “Acredito que comer uma comida caseira, saber da sua origem e de como foi feita traz mais benefícios a minha saúde”, afirma. Vanessa acredita que a empresa onde trabalha oferece uma infraestrutura bacana. Além de ser um local arejado, o ambiente tem ar condicionado, TV, diversos micro-ondas, geladeira e pia para lavar os utensílios “com sorte todos os lugares onde trabalhei ofereciam um local apropriado para o funcionário esquentar sua própria comida”, explica.

Gastar menos

O fator economia também entra na conta. “Não gosto de comer em restaurante, fico insegura sem saber direito o que estou consumindo. Porém, é fato que levar marmita também ajuda, e muito, a economizar. Comer fora hoje é caríssimo” diz Letícia Fagundes, 29, jornalista.

Ela optou por começar a levar marmitas para o trabalho quando não conseguiu mais almoçar em casa “sou alérgica a vários temperinhos, molhos prontos, corantes. Não sou acostumada a comer nada industrializado, como muita salada verde bem lavada e, de preferência, orgânica. Ou seja, não gosto de comer em restaurante”, justifica.

Segundo o IBGE, o gasto do brasileiro com alimentação fora de casa foi de 7,97% em janeiro de 2012. É um terço do total da alimentação do brasileiro. Gasta-se muito dinheiro para comer fora de casa. A opção de se preparar a própria comida em casa é uma boa “Com o dinheiro que gastaria para comer no restaurante, posso investir em outras coisas, até mesmo para a alimentação… Verduras, legumes e frutas frescas” diz Vanessa.

“Eu gastava, mais ou menos, de R$ 16 a R$ 20 pra almoçar. Hoje não sei calcular ao certo quanto gasto com minha marmita, pois o que consumo faz parte das contas de supermercado gerais. Mas tenho pra mim que hoje economizo, no mínimo, uns R$ 200 no mês” completa Letícia.

Segundo infome do IBGE, “alimentação e bebidas manteve-se como o grupo que mais pesa no orçamento das famílias, perdendo apenas 0,34 ponto percentual de janeiro para dezembro (passou de 23,46% para 23,12%). Embora o peso dos alimentos consumidos no próprio domicílio pouco tenha se alterado (de 15,08% para 15,15%), o peso dos alimentos para consumo fora do domicílio ficou 0,41 ponto percentual menor (mudou de 8,38% para 7,97%) diante da redução ocorrida nas bebidas. O peso da refeição fora do domicílio (almoço ou jantar) subiu pouco (de 4,65% para 4,80%) e se manteve na liderança, continuando a ser o principal item individual a influenciar os índices:”

Fonte: IBGE

Marmita chique

Nas grandes cidades como São Paulo há empresas especializadas em entregas de marmitas nos locais de trabalho. São negócios conhecidos como marmita chique. Atende a uma clientela específica, com pratos diferenciados. É o caso do All Light Gourmet (alllight@alllight.com.br), que se orgulha de ter um prato diferente todos os dias, segundo eles, para se adaptar ao estilo de vida de cada cliente. As entregas são feitas diariamente de segunda a sexta, sempre no período da manhã , das 10h30min às 12h30min.

Nesses cardápios personalizados quem não come peixe, recebe outra proteína magra. Quem não come carboidratos, recebe outro tipo de alimento. “Você determina, de acordo com as suas preferências, a melhor forma de alcançar o seu objetivo de uma vida mais saudável”, diz um representante da All Light.

Saúde e economia

Independente do motivo, a opção de se levar comida de casa para o trabalho ou comprar uma marmita diferenciada é um hábito. Pessoas que querem emagrecer, economizar ou ter uma comida balanceada todos os dias optam por escolher o tipo de comida que vão consumir. Por praticidade ou segurança, querem saber o que estão consumindo e são exigentes. Para algumas pessoas, o preço é levado em conta, já para outras, o primordial é a saúde.

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